páscoa possivelmente feliz.

Quase novo – e digo quase porque de alguma forma sei que já foi assim, ou que é assim, sempre, na verdade inteira do que sou naquele lugar aparte do correr dos dias… – isto de sentir que estou onde tenho que estar, onde quero estar, onde preciso absolutamente de estar no presente do indicativo. Não quero mais, não preciso de mais, apenas estou aqui numa nesga estreita de silêncio que o cavalgar do tempo me concede hoje, aqui, agora. Uma voz de mulher espalha ao de leve canções íntimas. Lá fora chove. Não me pesam os desejos. Estou disponível para isto, para este quase novo que sempre me habitou e agora tantas vezes me visita como um desses pássaros que por razão nenhuma por vezes se atrevem a poisar perto e quase nos entram por uma janela entreaberta, talvez porque não se sintam ameaçados pela voracidade humana, ou talvez porque se tenham descuidado, ou, quem sabe, porque o dia é alegre. Sem ter pensado nisso, dou-me conta de que estou a viver uma páscoa verdadeira, frugal, silenciosa, meditativa e estranhamente feliz. O engraçado é que nem sequer foi de propósito…. e é mesmo bom. mesmo bom.

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~ por lisadeoliveira em Domingo, 20 Abril, 2014.

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