boleros das ilhas

durante vinte e um dias praticamente não liguei o rádio da viatura. Não tinha Cd’s, pelo que, por vezes, fazia um zapping pelos postos locais e pelos peninsulares. Consegui ouvir, só por graça, umas quantas foleiradas, um pouco de flamengo, um excerto de uma entrevista sobre os recursos naturais de Lanzarote-Graciosa, outro de um quarteto de cordas a interpretar Debussy, e nada disto parecia encaixar-se no espírito do lugar.

No dia em que partimos aconteceu uma coisa extraordinária. Liguei o rádio mas não precisei de fazer zapping. Uma amável locutora estava a passar boleros das ilhas. E foi a ouvi-los que me despedi silenciosamente desses montes que abraçam, dessas planuras que me dançam. Existem palavras para nomear isto. Ocorre-me uma: magia!

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~ por lisadeoliveira em Segunda-feira, 29 Junho, 2009.

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