ainda bem que chovia

como se as nuvens e seus cinzentos celestes e os cheiros da chuva me aconchegassem à chegada, como se os montes amarelos-rosa-castanhos-verdes-negros-dourados da Fuerteventura me tivessem entregue – por mão própria – a um outro abraço, como se a distância repentina dessa terra em que me sinto em casa fosse benignamente filtrada pela luz húmida-única em Lisboa.  Em casa, a surpresa de uma macieira pesada com seus crescidos frutos, dos agapantos brancos ou lilazes que desabrocharam.  Eu já suspeitava que afinal tinha passado muito tempo… ou que o tempo se desdobra em outros tempos. Ou então que existem vários tempos: aqueles que cada um seja capaz de criar.

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~ por lisadeoliveira em Segunda-feira, 29 Junho, 2009.

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